Um dos acontecimentos mais marcantes para a história da Urzelina aconteceu no dia 1 de Maio de 1808 a quando de uma erupção vulcânica de grandes dimensões que destruiu grande parte da povoação e causou o medo e o pânico entre as suas gentes, este acontecimento que ficou conhecida pelo Vulcão da Urzelina, casou grandes estragos por toda a ilha e provocou grande fome entre as populações.[1]

Da igreja que na altura a localidade possuía, aos nossos dias só chegou a torre da mesma, encastrada na rocha basáltica do mistério então formado, todo o resto do edifício ficou soterrado pelos materiais vulcânicos. O actual templo paroquial foi construído em 1822. A torre da antiga igreja paroquial ainda se encontra visível.

A actual freguesia da Urzelina foi lugar da freguesia das Manadas que foi elevado a paróquia por volta de 1647, localiza-se a dez quilómetros da vila das Velas e a 6 do Aeródromo de São Jorge. É uma freguesia bastante antiga dado que foi fundada em no século XV, data da chegada dos primeiros povoadores ao local.

situa-se na costa voltada ao sul, oferecendo uma vista sobre a Ilha do Pico a 15 quilómetros de distância e da Ilha do Faial logo a seguir.

Foi edificada junto à costa, em terreno baixo, mesmo no sopé das montanhas centrais da ilha de São Jorge, encontra-se repleta de verde desde a orla costeira até ao cimo das serras.

É possuidora de pomares de laranja, famosos vinhedos e de um dos melhores portos de São Jorge.

Como referido o nome Urzelina é de origem botânica e no início da sua fundação chamava-se Urzelinha. Este nome, derivado da planta tintureira Urzela, planta que no passado foi muito exportada para a Flandres e para Inglaterra.

A planta em questão de nome cientifico Roccella tinctoria DC., foi muito utilizada na tinturaria pois desta planta extrai-se uma azul-violácea, que conforme a concentração permitia fazer vários tons. A maior parte das urzelas crescem nas rochas da beira-mar, havendo no entanto urzelas terrestres e de montanha.

Corria o ano de 1647, foi tomada a decisão de construir um porto nesta localidade, importante estrutura para a época que teve por função servir grande parte da ilha de São Jorge, até porque foi uma das primeiras estruturas portuárias a ser construída na ilha.

Esta freguesia apresenta um património construído bastante diferenciado entre si. Destacar-se entre ele, a Casa dos Maios, que é uma construção setecentista, com interesse histórico e arquitectónico. O solar do maestro Francisco de Lacerda.

O património etnográfico da freguesia, bastante variado, encontra-se conservado no Centro de Exposição Rural, fundado por Vital Marcelino e instalado no Armazém da Laranja. Este património é composto por uma mostra de trajes e utensílios da lavoura da ilha e encontra-se aí de forma permanente.

Segundo uma referência de Manuel Viegas Guerreiro: “levanta-se um homem para o trabalho e aí estão todos os instrumentos do labor diário” que se apresenta em seus vários passos. Perto, o arcaico carro de bois, de eixo móvel, chiadeiro, cantador, para carregar a alfaia agrícola, o arado, a grade, a increpa, entre muitos outros.

E logo a velha atafona, a puxar por besta, para moer o cereal colhido. E o fabrico do pão com todas as voltas por que passa a farinha até em pão se cozer. E todas as fases da matança do porco e operações que se lhe seguem.

Para construção da casa estão os mestres serradores a serrar com serra braçal o tronco para o tabuado. E não falta o tear tradicional, conhecido em toda a Europa Mediterrânica, Índia e Extremo Oriente, e os instrumentos por que passam o linho e a até o alimentar: a roca, o fuso, a dobadoira, a cardadeira, o sarilho, a urdideira. Também ali está o alambique para a aguardente, sangue de cavadores, que a não podem dispensar, no duro e penoso revolver dos torrões. Tudo isto e muito mais”.

Este museu acaba por ser uma discrição fiel da vida de labor e vida dura de um trabalhador rural.

Nessa mesma freguesia existe um clube de futebol chamado Urzelinense.

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